Arquivo para a categoria 'Governando'

08
jul
08

Pequenos gigantes – empresas que preferem não crescer

Recentemente li um livro bastante interessante que se tornou um best-seller nos EUA: “Small Giants: Companies that Choose to Be Great Instead of Big” de Bo Burlingham, Editor da Inc. Magazine. O autor apresenta vários casos bem interessantes de empresas americanas que preferiram não crescer e manter a excelência no atendimento aos clientes, com um toque pessoal dos donos em todas as atividades da empresa, o que fica evidente a todos que usufruem dos produtos/serviços vendidos.

É uma abordagem interessante e no mínimo não usual, pois um dos lemas mais difundidos em empreendedorismo e fortemente enfatizado nos EUA é que você deve sempre pensar grande, em crescer além do nicho escolhido inicialmente, ou seja, em ganhar escala. Algumas empresas fazem isso muito bem, crescem rapidamente, criam filiais, entrar em novos mercados e, eventualmente, são adquiridas ou adquirem as rivais, abrem o capital e vice-versa. É a lógida natural do capitalismo.

Mas abordagens não triviais têm sido cada vez mais praticadas e “aceitas” pelo mercado, já que muitos empreendedores não querem apenas criar algo e se realizar profissionalmente, mas buscam também a qualidade de vida que muitas vezes é preterida por aqueles envolvidos em negócios de rápido crescimento.

Pense nisso, qual a melhor escolha? Crescer e expandir o negócio ou manter-se pequeno, mas focando a excelência em todos os detalhes? A escolha não é simples, mas o empreendedor deve considerar as possibilidades logo quando estiver criando a empresa, no desenvolvimento de sua visão.

É isso aí. 

Texto do prof. José Dornelas.

05
abr
08

Atenção com os recursos.

Olá pessoal, não é novidade para ninguém que empresas do mundo todo e dos mais variados ramos de atividade, não alocam seus recursos a fim de obterem vantagens sobre a concorrência.

Tomemos como exemplo um site. Empresas gastam uma fortuna em desenvolvimento de sites enquanto seus clientes potenciais não utilizam a web para suas compras, talvez prefiram ir as lojas, quem sabe ser visitado por um vendedor, vai saber.

A questão está no discernimento de quem é delineado a assumir o posto, na minha concepção, todos os colaboradores da organização.

Para a alocação de recursos é preciso que se esteja integrado com o processo, estando ciente de tudo. As pesquisas são um grande instrumento para se obter informações valiosas que nos levam a identificar onde, como e quando devemos investir.

Eu tenho certeza de que todos já ouviram falar em pesquisa e nos os benefícios, porém não sei por que motivo, razão ou circunstância não é utilizada por sua grande maioria. Acho que isso até merece uma pesquisa, não? (risos).

Li uma definição muito legal de pesquisa de um inventor e industrial americano, que dizia: “pesquisa é um método organizado de tentar achar o que fazer depois que não pudermos mais fazer aquilo que estamos fazendo agora” (Charles Kettering).

O termo “vantagem competitiva” tem que estar arraigado em nossas mentes, ter as informações antes que a concorrência nos proporciona uma excelente distância à frente dos adversários. Este é só um exemplo, mas o que quero passar a todos é que essa vantagem é valiosa demais e que seria um “tiro no pé” não tê-la.

Sobre as leituras que fiz sobre o termo “vantagem competitiva”, eu percebi um outro tema atrelado ao assunto: INOVAÇÃO (merece ser inscrito em maiúsculo).

A promiscuidade dos temas tem de haver, não há como falar de um e esquecer o outro. É impressionante como no ramo empresarial uma coisa leva a outra automaticamente e eu poderia citar alguns outros temas que também tem sua sintonia com o assunto. Por tanto, desejo salientar os gestores para se aplicarem as teorias e conciliá-las com a prática/experiência para gerirem seus negócios e colaborarem para um mundo melhor (responsabilidade ambiental) e um bem-star digno para os seus colaboradores (responsabilidade social).

Até!

13
nov
07

Governando uma empresa em família – parte 1

Somente esclarecimentos e definições:

Olá pessoal, meu nome é Bruno, sou proprietário, junto ao meu pai, de uma loja de materiais de construção no município de Tanguá – RJ.

Tenho uma bagagem de aproximadamente nove anos de experiência no ramo, sempre atuando em família. E até hoje, mesmo depois de tanto tempo de funcionamento, não conseguimos definir qual postura que devemos adotar na condução do negócio: a familiar, onde os interesses e/ou assuntos relacionados à família sobrepõem qualquer tipo de gestão profissional a ser adotada; a profissional, onde não só devemos ser profissionais como também devemos profissionalizar os processos de nossa empresa, extinguindo as vontades da família; e o meio-termo, que seria tentar um equilíbrio entre ambas as posturas.

No nosso negócio as coisas não são claras, pois existem duas pessoas super distintas no comando, onde uma quer privilegiar os assuntos familiares (meu pai), e a outra pretende profissionalizar tudo (sou eu). Por isso me faço as mesmas perguntas sempre: Qual seria a melhor postura para o negócio? Quem deve ser levado em conta, eu ou meu pai? Caso seja eu, como convencê-lo a mudar? Se for ele, será que conseguirei me adaptar? E por aí vai…

O assunto é complexo, mas instigante. Tenho certeza de que muitas pessoas vivem esta mesma situação e querem de alguma forma encontrar a solução, assim como eu.

13
nov
07

Vamos falar um pouco de Benchmarking – algo muito importante para os que estão à frente de seus negócios.

Definição de Benchmarking 

Benchmarking é um processo contínuo de comparação dos produtos, serviços e práticas empresarias entre os mais fortes concorrentes ou empresas reconhecidas como líderes.

Benchmarking surgiu como uma necessidade de informações e desejo de aprender depressa, como corrigir um problema empresarial.

A competitividade mundial aumentou, acentuadamente nas últimas décadas, obrigando as empresas a um contínuo aprimoramento de seus processos, produtos e serviços, visando oferecer alta qualidade com baixo custo e assumir uma posição de liderança no mercado onde atua. Na maioria das vezes o aprimoramento exigido, sobretudo pelos clientes dos processos, produtos e serviços, ultrapassa a capacidade das pessoas envolvidas, por estarem elas presas aos seus próprios paradigmas.

Inicialmente empregada pela Xerox Corporation a fim de enfrentar o desafio competitivo japonês dos anos 70, o Benchmarking incorpora a busca da excelência, o desejo de ser “o melhor dos melhores”1.

A técnica de benchmarking visa, portanto, o desenvolvimento de estudos que comparem o desempenho com a concorrência e com referenciais de excelência, objetivando o atingimento de uma posição de liderança em Qualidade. Estes estudos, organizados em projetos, devem identificar serviços e processos de alto nível de Qualidade em outras empresas, ou setores da própria empresa, avaliar como tais resultados são obtidos, e incorporar o conhecimento, quando aplicável a seus processos e serviços.

Trata-se de um foco externo nas atividades, funções ou operações internas, de modo a alcançar a melhoria contínua. Pode ser estabelecido a qualquer nível da organização, em qualquer área funcional.

O Benchmarking deve ter uma metodologia estruturada para assegurar a conclusão com sucesso de investigações abrangentes e precisas. Entretanto, ele precisa ser flexível para incorporar formas novas e inovadoras de coleta de informações, as quais normalmente são difíceis de serem obtidas.

Para assumir a liderança do mercado, é necessário considerar a técnica de Benchmarking como um processo contínuo de medição e de implementação de melhorias. Normalmente não basta empregá-la uma única vez para alcançar a primeira posição, pois uma vez aplicado o Benchmarking, às necessidades irão exigir a contínua aplicação do mesmo para manter a liderança da empresa.

O sucesso do processo de mudança é medido através da criação de valor a vista do investidor. O benchmarking é orientado externamente e deve coletar reformulações sobre os meios mais criativos de reestruturação dos processos e recursos da empresa, com o intuito de atender as necessidades dos investidores.

Para que sejam obtidos tais resultados, o benchmarking precisa atender um conjunto definido de critérios como comparabilidade, objetividade, adaptabilidade e continuidade. No caso de não ocorrer um nível de comparabilidade entre as empresas estudadas e a patrocinadora conforme definido e medido pelos propulsores de desempenho, e pelas restrições básicas, o estudo não pode pretender chegar a resultados utilizáveis. Os critérios desse processo de correspondência mudam com as diferentes abordagens de benchmarking. Entretanto, em todas elas, a equipe de benchmarking precisa escolher para depois tornar válida as organizações ou funções incluídas na amostragem – alvo, de modo à aguardarem suficiente semelhança para que a análise possa ir em frente.

A análise dedicada e os métodos usados em um estudo de benchmarking eficaz são objetivos. Ainda que a intuição tenha seus méritos em certas circunstâncias, o poder Benchmarking emana de sua incontestável relação com a verdade. Assim, ao se projetar um estudo de benchmarking, as medidas escolhidas, o projeto dos instrumentos junto com a análise e o relato dos resultados, não podem ser tendenciosos. A objetividade resulta da execução judiciosa do processo de benchmarking.

O Benchmarking tem por meta a eliminação dos processos que estão prejudicando a organização ou gastando recursos excessivos, com uma geração de valor questionável. Enquanto todos os processos podem se aperfeiçoados, a preocupação predominante continua sendo obter o máximo de benefício de cada centavo gasto com a melhoria de processos.




 

maio 2012
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